sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Soltando a imaginação ou quase...

Com certeza teve gente que se perguntou o porque de um elefante ter pisado no meu medo, bom, a resposta esta no meu segundo dia de aula.
Dia 17/02/16, também conhecido por mim como o meu segundo dia de aula. Como já era de se esperar eu cheguei no campus e me perdi, parei na frente da biblioteca e fiquei olhando de um lado pra outro afim de ver um rosto conhecido e graças aos céus eu achei e assim fomos juntas para a sala de dança. Íamos ter aula de jogos teatrais, chegamos e estava a galera com seu violão cantando esperando a aula começar.
Quando entramos a professora pediu para que sentássemos no chão formando um circulo, assim que nos ajeitamos em nossos lugares ela explicou o que queria que fizéssemos e o exercício era... Criar uma historia, que íamos contar e passar para a pessoa ao lado continuar do ponto em que paramos, porem, tínhamos que terminar nossa historia com uma palavra "quebrada" para que o próximo a continua-la comece falando o restante da palavra que foi "quebrada" e assim contar sua parte da historia. Confuso, né?! Mas foi bem fácil, pelo menos para mim.
Alguns colegas ficaram meio confusos e acabaram falando a palavra completa ao invés de só completa-la e tivemos que começar do zero, mas isso não foi problema, na verdade, foi divertido. A historia começou assim:

"- Era uma vez um rapaz que entrou em um castelo e esse castelo estava muito sujo, tão sujo quanto o corpo de um dra...
- ...gão - Continuou a próxima pessoa - E esse dragão decidiu tomar um banho no rio, só que lá não tinha agua e o dragão tomou banho de ca...
- ...chaça e ficou muito bêbado..."

Enfim, eu lembro que a historia começava com um castelo sujo e a primeira palavra quebrada era dragão e com certeza tinha cachaça nessa historia (risos). Quando chegou na minha vez a historia tava assim:

"- Então ele de tão bêbado começou a ver elefantes cor de rosa voadores que estavam pisando nas pessoas e esse elefante ele tra...
- ...balhou este ato de pisar nas pessoas! - Essa sou eu, sempre muito psicótica em tudo - E ele trabalhou mesmo isso porque pisar nas pessoas criava um líquido, um suco muito maneiro e ele gostava disso, então ele foi pro vi...
- ...nhedo..."

E por aí foi, a aula foi muito construtiva para mim, falar na frente das pessoas construindo e expondo uma historia maluca para fazer as pessoas rirem e no fim isso ainda é um bom exercício pois tínhamos a regra que não poderia ser quebrada que era a palavra "quebrada" e precisávamos manter o foco nisso enquanto nos divertíamos. Estou louca pros próximos jogos e para as próximas aulas.

E bom... Esta aí o porque de um elefante ter pisado no meu medo e esmagado ele. :)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Meu primeiro dia de aula

É... Esse texto ta atrasado, muito atrasado, eu não sabia que eu teria de ter um blog para contar minhas experiências (risos).

Meu primeiro dia foi dia foi 16/02/16. É... Também comecei as aulas atrasada, mas o porque é uma longa história que talvez eu conte por aqui mais tarde se der.
Minha primeira aula pode até ter sido dia 16/02 e começado as 19:10hrs, mas os efeitos dela vieram bem antes disso... No dia anterior quando destranquei minha matrícula o frio na barriga já havia se estabelecido. Comecei a pirar, pensei as piores coisas, de noite quando conversei com a professora Rejane a situação só piorou. O frio subiu a espinha e comecei a ter dor de cabeça, pensei comigo mesma: "Cara! Eu não vou conseguir, vou acabar inventando alguma desculpa pra não ir amanhã." Mas ja era, destranquei a matrícula, não tinha pra onde correr mais, minha tia tem problemas financeiros e eu não posso desperdiçar o dinheiro dela assim.
Eu não sei o que eu estava pensando, na verdade, talvez eu só estivesse com medo de não ser aquilo que eu imaginava ou então medo de não me enturmar e isso acabar me desanimando, sem falar que na minha cabeça todo mundo que estivesse ali na minha classe já era meio que experiente enquanto eu nunca tinha feito nada e tudo era muito novo pra mim.
Na hora de sair de casa eu admito que pensei 1000 vezes (risos). Pensei em não ir, pensei em pegar o ônibus errado de propósito, pensei em ir pra praia, olhar pro mar e refletir na vida enquanto fumava um cigarro. Nunca senti tanto medo em minha vida.
Eu estava no ônibus e senti aquele frio me acompanhar todo o percurso. Quando cheguei a primeira coisa que aconteceu foi eu me perder, lógico, caloura num campus enorme, quem não se perderia?! Até que cheguei numa guria e perguntei: "Oi, você saberia me informar onde é o estúdio?"
E como já dizia o meu namorado, a sorte nasceu comigo, e a menina era uma conhecida minha dos tempos de rock. Assim que ela disse que também estava no curso de artes cênicas o frio que me acompanhava decidiu me abandonar. Que alívio, pelo menos eu conheço alguém aqui, assim que entramos no estúdio algumas pessoas se apresentaram pra mim e eu me senti muito melhor, uma menina já chegou me chamando pro grupo de trabalho dela, foi massa.
A aula foi melhor ainda, acho que foi a primeira vez (de muitas eu espero) que eu relaxei e literalmente gritei, claro que o escuro ajudou, mas foi muito mágico e me senti em casa. Logo depois nós fizemos um exercício de ação vocal em dupla e digamos que foi como se fosse minha primeira interpretação, foi show, foi massa.
Espero sempre me sentir assim em todas as aulas.

Ah!! E o medo? Um elefante pisou nele! :D

Introdução

Bom, eu nunca tive um blog ou mesmo até um diário, por isso não sei como começar. Então, sendo certo ou errado, vou começar assim...

Eu vivi minha vida inteira sem saber o que fazer. Eu era quieta demais, com a cara fechada demais, não sabia andar direito e nem me expressar em público, afinal, minha criação foi assim. Minha mãe sempre dizia que eu nunca deveria abrir a boca pra falar a não ser que eu tivesse certeza de que o que eu iria dizer estava certo, se eu chegasse em algum lugar com ela eu nunca em hipótese alguma podia sair do lado dela, ou seja, eu nunca brinquei com outras crianças numa festinha de aniversário, alias, minha primeira amizade de verdade só rolou quando eu tinha uns 15 anos de idade já. Estranho né? Como ou sobrevivi só vegetando? Nem eu mesma sei. O fato é que teve uma época que eu não aguentei mais e me rebelei e assim me tornei a "pior filha que uma mãe poderia ter", claro, essa época também já passou e hoje eu sou uma filha "aceitável".

E depois de muito autoestudo e autoestima eu decidi por fazer artes cênicas. Geral me perguntou o porque já que eu era meio tímida e eu respondia: Eu simplesmente quero.
Acho que vai ser bom para mim, vou me desenvolver e me descobrir dentro de algo que me fascina.
Teatro, fotografia, cinema... Sem falar que no fundo eu meio que sempre interpretei papéis diferentes durante toda a minha experiência de vida.

Essa introdução ta tipo um desabafo né?! Pois é... Eu disse que não sabia como começar.
Seja bem vindo(a) ao Simples Mente "eu" MariZanelato. :)