Poesia em ação
Aula de voz... Neste dia a professora pediu para que levássemos os poemas/poesias que tínhamos escolhido (o qual levamos para a aula de corpo do dia anterior). Bom... Eu não tinha levado nenhum, mas, escolhi uma poesia do Oscar Wilde chamado "Loucos e santos":
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.Deles não quero resposta, quero meu avesso.Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.Para isso, só sendo louco.Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.Não quero amigos adultos nem chatos.Quero-os metade infância e outra metade velhice!Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.Tenho amigos para saber quem eu souPois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.
![]() |
| Oscar Wilde |
Bom... A proposta da professora era que nós recitássemos nossos poemas/poesias em frente a sala. A partir daí as luzes foram apagadas para, quem sabe, um maior conforto para quem estava tímido, mas eu me perguntava se isso não atrapalhava a leitura de quem estava lendo no "papel", já que em celulares a luz do aparelho ajudava muito. Em fim, luzes apagadas, poema/poesia na mão, cara e coragem e por fim... Interpretação. Sim, sim, interpretação, pois a professora nos pediu para que cada um fosse recitando o seu e o resto da sala fosse interpretando o poema/poesia que era lido la na frente e associando ele a "imagens internas". Eu lembro de duas associações que fiz...
- Uma do poema/poesia do Alberto:
- E uma do poema/poesia da Isabela:
Por fim, eu não li o meu poema, mas achei a aula bem proveitosa, digamos que ela fez minha mente dilatar com isso de imagem interna e a partir de agora eu nunca mais vou ouvir um poema, poesia e um texto da mesma maneira.




