quarta-feira, 11 de maio de 2016

AULA DE VOZ dia 19/04/16

Poesia em ação

Aula de voz... Neste dia a professora pediu para que levássemos os poemas/poesias que tínhamos escolhido (o qual levamos para a aula de corpo do dia anterior). Bom... Eu não tinha levado nenhum, mas, escolhi uma poesia do Oscar Wilde chamado "Loucos e santos":
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.
Oscar Wilde

Bom... A proposta da professora era que nós recitássemos nossos poemas/poesias em frente a sala. A partir daí as luzes foram apagadas para, quem sabe, um maior conforto para quem estava tímido, mas eu me perguntava se isso não atrapalhava a leitura de quem estava lendo no "papel", já que em celulares a luz do aparelho ajudava muito. Em fim, luzes apagadas, poema/poesia na mão, cara e coragem e por fim... Interpretação. Sim, sim, interpretação, pois a professora nos pediu para que cada um fosse recitando o seu e o resto da sala fosse interpretando o poema/poesia que era lido la na frente e associando ele a "imagens internas". Eu lembro de duas associações que fiz...

  • Uma do poema/poesia do Alberto:
  Um homem já adulto que lembra dos contos que lhe disseram quando ele era criança, seus companheiros de trabalho estão contando contos e ele se questiona sobre as palavras do conto e sobre o efeito delas na vida real.


  • E uma do poema/poesia da Isabela:
  Uma menina que depois de tanto ser questionada por ser tímida, ela clama para si própria as tantas qualidades que ela tem por ser tímida.


Por fim, eu não li o meu poema, mas achei a aula bem proveitosa, digamos que ela fez minha mente dilatar com isso de imagem interna e a partir de agora eu nunca mais vou ouvir um poema, poesia e um texto da mesma maneira.

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