quinta-feira, 24 de março de 2016

AULA DE CORPO dia 29/02/16


Ah aula de corpo, se não fosse pelas dores que sinto depois de passar por você (sem falar no suor e o esgotamento) com certeza você seria minha aula favorita. ;p

Neste dia a professora nos deus dois textos do Tennessee Williams (um "eu" feminino e um "eu" masculino, acho que posso descreve-los assim). Ela pediu para que pegássemos um dos texto e escolhêssemos seis frases para que criássemos uma partitura corporal baseada nelas, porem, utilizando as ações de "pressão do ar", "furar", "torcer" e "pegar e largar".

O texto que eu escolhi foi o "eu" masculino (texto abaixo)

"Fui despedido por escrever poemas na tampa de uma caixa de sapatos. Parti. Viajei bastante por esse mundo afora, muitas vezes eu quis me deter, mas era impelido para frente por alguma coisa. Algo que me colhia sempre de surpresa, de repente. Talvez fosse uma melodia conhecida, talvez fosse apenas um pedaço de vidro transparente... Às vezes, quando estou andando por uma rua, à noite, passo pela vitrina iluminada de uma loja de perfumes. A vitrina está cheia de pedacinhos de vidro colorido, garrafas pequenas, transparentes, de cores delicadas, fragmentos de um arco-íris destruído... Então, repentinamente, minha irmã toca meu ombro. Volto-me e a olho nos fundos nos olhos... Oh, Laura, Laura! Tentei tanto deixá-la para trás, no passado, mas eu lhe tenho sido mais fiel do que pretendia! Tiro um cigarro do maço, atravesso a rua, vou ao cinema ou entro num bar, bebo qualquer coisa, falo com o estranho que me está mais próximo - faço qualquer coisa coisa para apagar as velas que você acendeu! Pois hoje em dia é o relâmpago que ilumina o mundo! Sopre suas velas, Laura, e agora... Adeus!"

Frases:
  1.  [...]eu quis me deter, mas era impelido para frente por alguma coisa.[...]
  2.  [...]Então, repentinamente, minha irmã toca meu ombro.[...]
  3.  [...]Volto-me e a olho nos fundos nos olhos... [...]
  4.  [...]Tiro um cigarro do maço, atravesso a rua[...]
  5.  [...]entro num bar, bebo qualquer coisa,[...]
  6.  [...] falo com o estranho que me está mais próximo. [...]


Foi fascinante e libertador... Eu confesso que errei minha partitura, acho que estava com medo ou vergonha pois sabia que estavam filmando... Mas o sentimento... Esse sim não teve erro. :3

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