SEM NOME
Mari Z.
Estava no banco de uma praça
O que antecedeu é mistério
Em seus braços abertos
Esperava o gélido abraço
A fuga da prisão que o continha
Ao soar os sinos das seis
Ao perguntar-lhe o que ocorrera
Apenas um murmuro se ouvia
"Oh senhor! Cuide de minha alma!"
Tudo acabara ali
Estava quebrada
Corrompida por desventuras
E por loucuras estereotipadas
Pensou antes de serrar os olhos
Por que me foram tão cruéis?
Já não esperava respostas
Pois sabia que não as teria
Então sorriu
Ironizando tudo o que ocorrera até ali
Ao mesmo tempo, aliviado.
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