Ação sobre o outro
Após alguns minutos treinando campo de visão ela pediu para de fizéssemos duas filas (lado A e lado B) e ficássemos em ponto zero.
A regra era: Assim que ouvíssemos uma palma, alguém do lado A ia até alguém do lado B e aplicava uma ação sobre o outro, uma ação e não uma encenação.
Essa era outra regra, não podíamos ser teatrais, nada que interpretar uma personagem e sim viver do modo mais realista possível a personagem. Confesso que não entendi direito a proposta logo de cara (eu tinha faltado a aula em que esse método era explicado) e fiz tudo errado, meu parceiro em cena era novato e também não sabia o que fazer, nisso então nós acabamos fazendo o que não podia... Teatralizar. :/
Porem, no final eu entendi qual era a proposta, acho que isso é o que vale.
Após o exercício a professora disse que teve uma dupla que parecia estar discutindo de verdade, que qualquer um que entrasse ali no momento em questão acharia que eles realmente estavam brigando. Esse é o espírito, tem que ser algo real, que toque as pessoas a ponto até de emocionar ou chocar.
Depois da aula eu me lembrei muito de um filme que vi, no qual a personagem dizia que queria se emocionar no teatro já que a vida não lhe proporcionava isso. O filme é The Libertine de 2004 (O Libertino, no Brasil), A personagem em questão é John Wilmot, 2° Conde de Rochester. Ele realmente existiu e era um poeta inglês do século XVII.
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