domingo, 2 de outubro de 2016

AULA DE CORPO II dia 29/09/16

MAIS CHÁ!!! & A mesa andante...

Seria ele a minha sombra ou um alter-ego meu?


"Chá, chá, eu quero mais chá..." 
É... Foi uma loucura, não lembro o que me deu na cabeça ou então se eu esqueci o que ia dizer só sei que comecei a gritar "CHÁ, EU QUERO MAIS CHÁ!". Alias, nem era para eu falar eu acho, afinal, nem era para eu estar nesta cena.

Capitulo 7.
Um chá de loucos.

Antes mesmo da montagem começar eu e Isabela estávamos conversando e ela expressou para mim o desejo dela de fazer a Alice desta cena. E eu apoiei, lógico.
Até disse que faria com ela caso a proposta de serem 2 Alices na cena fosse mantida.
Porem ao pensarmos na elaboração da montagem e de como ficaria a questão da mesa em cena, tudo foi mudado.
Pegamos uma proposta do Adriano e acrescentamos com ideias que outras pessoas (que não me lembro quem) deram como sendo um problema a resolver.

A ideia inicial era ter cadeiras no palco para a "plateia" se sentar e tomar chá com os Chapeleiros, Lebres e a Alice, enquanto isso uma mesinha com rodinhas era empurrada de uma ponta a outra da mesa imaginaria.
Eu vi aquela mesa como uma espécie de pendulo que ia de cá pra lá a medida de quem ia falando, tipo, "toma a fala pra você" e jogava a mesinha e quem pegasse a mesinha tinha a vez de falar.

O problema a resolver em cena era como Alice iria se sentar pois "NÃO TEM LUGAR!". E não tinha mesmo, todas as cadeiras estavam ocupadas. 
Isabela teve uma ideia brilhante de se sentar no colo da Thais, rsrsrs.


Nosso desenho corporal em cena era de tomar um chá imaginário, pois não haviam xícaras físicas e muito menos o chá em sí, então apenas fizemos a mimese a ação.


Eu realmente não tinha a intenção de abrir a boca em cena, afinal eu tenho uma cena logo após esta e ficaria complicado para mim em questões de figurino fazer uma troca tão rápida de personagem, então a minha intenção era nem estar nesta cena, porem algo aconteceu, eu explodi e comecei a falar... Falei falas da Lebre, falas do chapeleiro e até as da própria Alice quando a Isa esquecia, o "MAIS CHÁ" foi tipo a minha solução para preencher os "vazios" cênicos.
Tipo... Quando a cena começou todos nós gritamos "Não tem lugar!" quando Alice entrou, a partir daí pensei em deixar que os outros falassem, mas eu não me aguentei. Assim que a Isa falou e eu percebi que que houve esquecimento da fala por parte de quem ia realmente falar eu me obriguei a entrar. rsrs
Alias, se não me engano, a própria Isa errou a fala, ela mesma pediu o vinho ao invés de esperar que a Lebre a oferecesse.

“Tem lugar até demais!” disse Alice indignada, 
sentando-se numa grande poltrona numa das cabeceiras da mesa.
“Tome um pouco de vinho”, disse a Lebre de Março num tom muito amigável.
Alice olhou em toda a mesa; não havia nada senão chá. 
“Não estou vendo vinho algum”, observou ela.
“Não tem mesmo”, disse a Lebre de Março.
“Então não foi nada educado da sua parte oferecê-lo”, disse Alice, brava.
“Também não foi educado da sua parte sentar sem ser convidada”, falou a Lebre de Março.

Quando percebi o erro e vi que o pessoal ia atropelar todo o dialogo eu praticamente gritei pra Isabela: "MAS NA MESA NEM TEM VINHO!"
Eu sem querer acabei como a Lebre de Março e, de vez ou outra, quando eu sentia falta de alguma fala do Chapeleiro ou até mesmo da própria Alice eu as dizia também.

O momento onde eu grito pela primeira vez "MAIS CHÁ!" foi porque eu percebi que todos em cena haviam esquecido a fala e começou então um silêncio sepulcral (o que eu chamei de vazio cênico), e como o teatro exige rapidez para que as coisas fluam, gritar por mais chá foi a minha solução para o problema. E acabou que isso se tornou uma regra de jogo bem divertida. O caos causado pelos meninos que vinham e nos serviam era genial para o preenchimento desses vazios causados pelo esquecimento de falas.

Em cena pelo que entendi, haviam 2 Chapeleiros ou pelo menos deveriam haver, 2 Lebres de Março, um Dormidongo e uma Alice.
Bom, eu identifiquei o Alberto como um dos Chapeleiros, não consigo lembrar quem foi o outro (talvez eu, rsrs). 
Lebre de Março eu sabia que era o Eduesley pois ele havia me perguntado as falas da Lebre antes da cena começar. A outra Lebre creio que tenha sido eu mesma, já que não lembro de mais alguém além do Eduesley que tenha dito as falas.
O Dormidongo foi o Bisi e a Alice foi a Isabela. :)


Essa dualidade das personagens Chapeleiro e Lebre me deu a ideia de sombras ou então que cada um tinha o seu alter-ego. 
Alter-ego significa "um segundo eu" ou "pessoa em quem se pode confiar tanto quanto em si mesmo" e isso cabe bem nesta cena onde 2 Chapeleiros e 2 Lebres compartilham falas como se fossem a mesma pessoa ou então a mesma alma em corpos separados. É bem interessante pensar assim, seria mais interessante ainda se houvesse uma Lebre masculina e uma feminina por exemplo, assim como um Chapeleiro masculino e um feminino, visualmente ficaria bom, seria um contraste de saias e calças. 


E isso talvez fosse melhor para mim pois, por exemplo, se eu fizesse a Lebre feminina eu precisaria só jogar um casaco ou um fraque por cima do vestido e assim que acabasse a cena eu tiraria o casaco e estaria pronta para a minha cena de Alice que seria a próxima.


No mais acho que o Bisi precisa se familiarizar com a historia do poço de melado pois ele não se lembrava e foi pedindo chá o tempo todo.
Assim como a musiquinha que ficou faltando e que eu acho muito fofa. ><

"'Pisca, pisca, morceguinho,
Aonde vais nem adivinho.’
Você conhece a canção, não é?”
“Já ouvi algo parecido”, disse Alice.
“E continua, sabe”, emendou o Chapeleiro, “assim:
‘Lá no céu, como travessa
Para chá, voas depressa.
Pisca, pisca'


Apesar do "desaniversário" não existir nos livros eu acho essa cena do desenho bem bonitinha e no final tem a musica do morceguinho, apesar de ser o Dormidongo e não o Chapeleiro quem canta no desenho (no livro quem canta é o Chapeleiro).

Bom, no momento não tenho muito a dizer desta cena, então, por enquanto é só... Até a próxima.


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