Ênfase na minha histeria Alicenógena
Mari vs Alice
Eu sinceramente não estou sabendo lidar com o blog mais rsrs...
Não sei mais o que escrever nele então vou fazer algo tipo o que o Heath Ledger fez com o Coringa dele.
"Adeus pés"... "Rato, rato"... "Prêmios, prêmios"...
"Que casinha é essa?"... "Só quero ver o que essa garrafinha faz"...
"Quem é você?"...
"Se cada um cuidasse da própria vida, o mundo giraria bem mais depressa"... "Porco ou corpo?"... "Alice,Alice"...
"Porque um corvo se parece com uma escrivaninha?"... "Maaaaais chá!"...
"Porque estão pintando as rosas de vermelho?"... "Cortem-lhe a cabeça!!"...
"Ou você ou a sua cabeça devem desaparecer"...
"Talvez você não tenha vivido muito tempo no mar"... "Talvez nunca tenha sido apresentada a uma lagosta"... "Que estúpidos!"...
"Importante, desimportante, importante, desimportante, importante"...
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Talvez eu seja realmente uma Alice presa em meu próprio país das maravilhas, talvez nada disso seja real e eu acorde amanhã tendo apenas 12 anos novamente, talvez eu esteja presa num loop temporal, talvez...
Mari vs Alice
No começo eu queria ser rainha pois queria uma personagem de aparência forte e inquestionável. Na verdade esse meu desejo era para suprir um buraco em minha psique, afinal eu quero ser forte e inquestionável, quero que as pessoas aceitem o que eu falo mesmo estando errada ou pelo menos, quero perder o medo de dizer algo por achar que estou errada.
Desde que era criança a liberdade de expressão foi tirada de mim e isso meio que me frustrou, e hoje em dia eu penso que além de perder a capacidade de falar o que penso eu também perdi a capacidade de ser eu mesma, eu simplesmente não consigo ser eu de um modo natural :/
Tudo ao meu redor me afeta de alguma maneira e me priva de ser "EU".
QUEM É VOCÊ? Eu realmente não sei, talvez o meu "eu" verdadeiro não goste de se expor pois não foi acostumado a isso e tudo o que eu faço na verdade é atuação. Eu não passo de uma personagem criada por "eu" mesma.
No final eu sou Alice. Uma Alice cinza... Acabou de cair a ficha pra mim de que essa seja realmente a cor que mais me representa. Afinal quando alguém quer representar algo sombrio no audiovisual eles usam efeito de escala de cinza ou preto e branco.
E meu lado sombrio talvez seja o meu "eu" verdadeiro.
Bom, decidi encarnar de vez Alice e tomar chá com os meus fantasmas...
Até porque Alice é uma menina esperta e espontânea, com uma mente bem a frente à sua idade. Ser Alice é melhor do que ser a Rainha, além do mais... "Somente os tolos tem sempre certeza do que que dizem, os sábios sempre tem alguma dúvida".
Construção de Alice
Desde o começo eu me inspiro muito em duas fontes: Alice no País das Maravilhas, de 1951, filme animado feito pela Disney e Alice no País das Maravilhas, de 1999, telefilme feito pela NBC.
Eu me aproprio principalmente das figuras físicas delas, das ações físicas, como elas desenham seus corpos em cada situação.
Como, por exemplo, o fato de Alice (1951) fazer mesuras quando se apresenta ou está agradecida.
Ou como a Alice (1999) que quase sempre esta segurando as mãos atrás das costas quando ouve ou presencia algum evento, isso pode ser interpretado como sinal de respeito ou até mesmo de poder.
Na cena 3, eu cruzo os braços quando sou questionada se estava me sentindo bem durante a historia do Rato. Com esse gesto eu tento transparecer que estou infeliz, em negação, pois estava ainda molhada e não estava gostando disso.
Outro que também utilizo na cena 8 quando entra o cortejo é segurar as mãos na frente do corpo como sinal de timidez ou desconforto e estranhamento.
Também utilizo o levantar de mãos ou dedos quando quero ser ouvia em meio ao caos como nas cenas 3 (momento da discussão de ideias pra se secar) e 8 (momento em que o cortejo sai após a sentença de morte dos jardineiros).
Em se tratando de expressão facial eu tento variar de acordo com o que estou vivendo na cena. Se estou ouvindo algo triste eu faço expressão de dó, por exemplo.
Assim como em momentos absurdos como, ser presenteada por Dodo com um dedal que já era meu desde o início. Nesses momentos eu tento expressar ironia.
Sinceramente nunca parei para preparar a minha voz para a Alice. Desde o inicio pensei em doar a minha própria para ela, afinal, ela é uma menina comum em um mundo nonsense.
Mas parando pra prestar atenção, minha voz não é a mesma quando entro em cena, ela muda. E dependendo da cena, tem alterações de volume e humor (sim, humor, tipo quando você diz que tal melodia é triste ou alegre, é mais ou menos isso).
Na cena 8, por exemplo, o Adriano (Rainha) pergunta para mim (Alice) qual é o meu nome e eu respondo educadamente com uma mesura, logo após, ela (Rainha) pergunta quem eram os que estavam ao chão e num tom irônico e debochado eu respondo que isso não era da minha conta.
Assim como todo o dialogo de Alice com a Rainha na hora do jogo de forca, no qual tem uma mistura de receio e respeito no meu tom de voz.
Deixando Alice um pouco de lado para cozinhar...
Cena 6: Porco e Pimenta...
Nessa cena serei umas das cozinheiras. Fisicamente, bom, ela ta sempre cozinhando e mexendo a panela rs.
Só para pra discutir com os outros cozinheiros e para jogar coisas na Duquesa e no bebe.
Na verdade eu brinco mais é com expressões faciais.
Tenho a minha cozinheira como uma louca psicótica, rsrs.
Ela esta sempre aérea, dando atenção apenas para a comida e sua obsessão por pimenta.
Sempre com um olhar fuzilador que expressa sua insanidade.
Na hora da cantoria ela até se da ao luxo de esboçar uma dança, mas nunca perde o ar insano.
Ela também reage histericamente (fisicamente falando) a qualquer coisa dita pela Duquesa ou por Alice, mas nunca perdendo o foco na comida.
"Mais pimenta! Mais pimenta!"... Ela realmente curti um quente, rs.
Um chá para loucos...
Saindo de cozinheira para uma presidiária do tempo em volta de uma mesa imaginária, tomando chá imaginário...
Meu trabalho com essa personagem é bem agitado... Na verdade eu me inspirei em gente drogada, rsrsrs.
Bom... é verdade, é como se a personagem tivesse travada de cocaína e está em ritmo acelerado contrapondo o Dormidongo que parece ter fumado maconha em excesso, rsrs.
Em questão de essência, já que não sou nem Chapeleiro e nem Lebre na cena porem falo como voz de ordem, me dou ao luxo de acreditar que minha personagem é a junção das duas personalidades principais da cena (Chapeleiro e Lebre).
Estou ali como um joguete de memória, para lembrar ao Chapeleiro para ele contar como ficamos presos no tempo, para instigar o caos e alfinetar Alice quando der... É como se eu fosse o grilo falante deles, a consciência...Uma mistura de modos e de loucura.
Ciranda lagostal e julgamento...
No final da cena 9 juntando com a 10 eu fico de "povo"... Pensei em uma coruja como mascara mas o bico não ficou parecido com o de uma, rsrs.
Também pensei em por penas mas acho que não vai dar certo. :/
Enfim, ainda vou trabalhar nisto...
Estou utilizando viewpoints para os movimentos e gestos em cena até o momento da canção e dança.
Não tenho falas nesta cena e minha voz se mistura ao coro quando cantamos...Na cena 11 estou como jurada escrevendo tudo o que digo ou ouço no chão com um giz. Normalmente interajo com a Thais que é outra jurada e esta do meu lado, e é interessante pois ela entra do espírito da coisa e me acompanha nos movimentos como um campo de visão, até que ela começa a bater palmas e é pega pelo guarda Allan, rs.
Blecaute...
No fim da cena 11 assim que olhamos para a Alice pois era será a próxima testemunha, as luzes se apagam.
Nesse momento vou me posicionar com Felipe e Diogo para ajudarmos a Sami a se vestir para a cena 12 no qual ela é Alice dark.
Após esse acontecimento vou para o meu lugar e me posiciono junto ao PH e a Thais no "banco do júri".
Nós ficamos imóveis por sugestão de PH, até que Alice vivida por Brenda nesta cena nos "derrube" pois esta grande demais.
Assim que nos levantamos nós começamos a interagir entre nós mesmo e o que é dito em cena.
Como, por exemplo, parar de escrever assim que o Coelho diz ter mais uma prova e prestar atenção no que ele diz.
Também nos assustamos com os gritos da Rainha e puxamos o saco do Rei quando necessário.
Em alguns momentos escrevemos uns nos outros e também discutimos sobre "importante" e "desimportante".
E o final???
Digamos que o final esta incerto ainda... Antes o final era com Alice derrubando todo mundo e nós cambaleávamos pelo espaço até cair no chão enquanto as Alices dark's narravam a situação toda até o final da peça...
Mas agora o final será mudado e eu ainda não sei como ficará.
Lembro de terem dito algo como uma foto... Em que todas as Alices entram em cena, durante um blecaute, para ficar junto a Brenda como em uma foto de família... Bom, teríamos de testar isso afinal eu sou Alice e estou como júri na cena 12 e Isa que também é Alice esta como Rainha na cena 12, teríamos de testar por causa da troca de roupas.
Bom, por enquanto é isso. Caso haja mais ideias eu posto por aqui...



















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