Poema, fala interna e outro poema...
É... Esse lance de fala interna é algo que eu realmente não consigo transpor pro papel. Pra mim isso é algo que tem que ser sentido... Pra mim é quando você relaciona as coisas, tipo, o poema que eu escolhi eu escolhi porque as vezes a minha mãe, minha tia ou até mesmo o meu namorado ficam me perguntando o porque de eu andar com certas pessoas, o porque de eu ser amiga delas... Bom... Isso com certeza só eu sei, esta no meu interior, o lance é que para mim cada uma delas é especial por algum motivo. Então esse poema é para mim como uma resposta para as críticas sobre os meus amigos.
Mas, todavia, porem... A Rejane pediu para que colocássemos no papel nossa fala interna. Aí que... Ao in vez de criar fala interna eu acabei criando quase que outro poema.
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
(Fico analisando)
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
(Tem que me atrair)
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
(Tem que ter algo especial)
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
(Tem que me transformar)
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
(Quero o que me diferencia)
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
(E que seja mútuo)
Para isso, só sendo louco.
(Pois...)
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
(Quero que me inspirem)
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
(Só os verdadeiros me interessam)
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
(E não só nos momentos ruins)
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
(Quero companheiros leais)
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
(Tem que ser tudo em um)
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
(Quero honestidade)
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
(E que sejam sábios)
Não quero amigos adultos nem chatos.
(Que não sejam forçados)
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
(E sim equilibrados)
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
(Que saibam apreciar o bom da vida)
Tenho amigos para saber quem eu sou
(Para que eu possa me encontrar neles)
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.
(Porque nem tudo o que o mundo diz ser bom realmente é)
No fim das contas não deu pra mim ler lá na frente... Até porque quando eu terminei já havia batido o sinal.

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